Mensagem numa borra de café-Shiva: o poder da transformação

A leitura da borra de café ou cafeomancia nos introduz a um mundo fascinante, a um segmento dinâmico que faz parte fundamental de muitas ciências: a simbologia. Historia, arqueologia, matemática, designe, etc, são algumas de essas ciências. Quando se diz que lendo uma borra de café se utiliza só a intuição, se está deixando de lado algo fundamental que é a análises de muitos símbolos deixados pela borra de café e que influenciam diretamente no inconsciente trazendo assim uma informação que pode orientar, esclarecer e ajudar em um determinado momento da vida de qualquer pessoa. Logicamente, o conhecimento da simbologia é fundamental para o desenvolvimento da intuição. Assim se estabelece uma ordem, um vinculo estreito entre informação-intuição-conhecimento, o que permite que todo cafeomancista possa orientar a seu consulente e a si mesmo. Os símbolos possuem um poder além das palavras porque carregam uma variedade de significados que falam á alma, á mente e ás emoções. Qualquer pessoa pode aprender a ler a borra de café, só é necessária à vontade de fazer o bem, de transmitir fé e autoconfiança e sobre tudo, muito respeito pelo ser humano e pelo oráculo. As imagens são diversas. Cada xícara de café é um universo e em suas paredes podemos encontrar figuras como esta: Shiva Nataraja: o deus da dança

Shiva

 Todas as xícaras de café são únicas. Tal vez passe muito tempo até Shiva aparecer novamente numa borra de café… Mas a mensagem para o consulente foi:…”Há uma transformação muito grande que precisa ser feita desde seu Eu interior. O momento não é fácil, há necessidade de uma preparação ordenada, de ser meticuloso nos seus movimentos, cada passo debe ser analisado, mas você tem a força, a coragem e a habilidade para fazer do seu mundo algo melhor tirando do profundo do seu ser toda a alegria, o otimismo e a felicidade que você tem e que hoje está adormecido”. A simbologia de Shiva me levou a esta mensagem Shiva é um deus hindu que tem varias representações, entre elas como Deus da dança: Shiva Nataraja. Na tradição hindu, Shiva é o destruidor. Na verdade ele destrói para construir algo novo, assim, podemos chamá-lo de “renovador” ou “transformador”. Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais. A criação do Yoga é atribuída a ele e o Yoga é uma prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, está intimamente ligado ao deus da transformação. Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o pacífico (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu). Shiva Nataraja é uma das mais poderosas representações de Shiva e há várias posturas de dança deste Deus. É representado com quatro braços. Na mão direita, ao alto, ele segura o tambor (damaru), que simboliza o princípio do som, da palavra; do som vem toda a linguagem, a música e o conhecimento.O tambor simboliza também o éter ou espaço, que propaga o som e também o primeiro elemento que surgiu. Na mão esquerda, ao alto, formando a ardhacandra mudra (mudra da meia lua), ele tem o fogo como elemento de destruição do mundo, da dissolução da criação. O tambor e o fogo representam o contínuo ciclo cósmico de criação e dissolução. A mão esquerda à frente traz a gajahasta mudra que descreve, na dança indiana, a tromba do elefante. A tromba tem a simbologia do discernimento: o elefante sabe exatamente discernir a força que deve usar quando arranca uma árvore ou quando apanha uma palha no chão. No caminho do autoconhecimento é necessário o discernimento para que possamos separar o que é real (absoluto, eterno, verdadeiro) e o que é irreal (relativo, passageiro, mutante). A mão direita à frente forma abhaya mudra, gesto de afastamento do medo, da proteção e das bênçãos. O pé esquerdo levantado transmite ao homem que ele também se levante a si mesmo na busca de sua Verdade Interior.O pé direito, neste momento da Dança Cósmica, está apoiado sobre um homem com corpo de criança e rosto de adulto – Apasmara Purusha, simbolizando o ego infantil, a imaturidade emocional, a irresponsabilidade. Nataraja controla-o. Algumas representações de Nataraja mostram um círculo de chamas em torno d’Ele, simbolizando a dança da natureza, tendo Shiva, o Próprio Um, no centro. D’Ele tudo emana e n’Ele tudo se dissolve. Apesar de seu corpo estar em movimento, sua expressão facial é de serenidade. Isto indica que embora vivendo na agitação do mundo devemos nos manter ligados à nossa Verdadeira e Eterna Natureza Interior. O Deus da Dança Shiva Nataraja Existem muitas versões a respeito da história de Shiva Nataraja, em uma dessas versões encontrada nos Puranas, é dito que os rishis questionaram a relevância de Deus argumentando que desde que o Karma era tudo, apenas a ação tinha importância. Para remover a ignorância, Shiva tomou a forma de Sundaramoorthy e veio até a vila. Encantadas, todas as mulheres o seguiram. Os rishis, enfurecidos por terem sido enganados e tomados como tolos conduziram, então, uma cerimônia védica para destruir Shiva. Primeiro, do fogo veio o demônio Muyalagan e a dança cósmica teve início. Muyalagan foi preso sob o pé de Shiva e as cobras que vieram do fogo se tornaram as guirlandas de Shiva. Um veado de grandes chifres se tornou pequenino e foi seguro em uma das mãos. A pele de um tigre foi retirada e usada como sua própria roupa enrolada na cintura enquanto o fogo foi capturado em outra mão. O som do mantra se tornou suas tornozeleiras e então a forma de Shiva Nataraja se manifestou. A visão da estátua de Shiva Nataraja provoca um estado de grande paz interior. Por trás da construção de uma Murti há todo um processo de estudo já que ela deve ser construída baseada em um diagrama de triângulos. Cada parte do corpo de Shiva tem a necessidade de estar em perfeita conexão, pois cada uma tem seu significado. A mão direita que se encontra mais alta e segura o “damaru”, significa a criação do universo, já que a criação é atribuída ao som. Até mesmo na religião cristã encontramos esse princípio, na Bíblia está escrito que “no princípio era o Verbo” A outra mão direita que se encontra na direção do ombro está colocada em um gesto chamado de “Abhaya” ou – o gesto da proteção – e significa que nada temos a temer porque somos eternamente protegidos por Shiva. Da mão esquerda que se encontra mais alta emana o fogo da destruição que significa o poder da transmutação. A quarta mão que se encontra atravessada diante do corpo e aponta para baixo, para o pé de Shiva que esmaga um demônio-anão, tem o significado de dizer “Eu estou aqui para remover a ignorância e oferecer refúgio para a alma”. O pé que esmaga Muyalagan tem o significado de manter o domínio sobre a ilusão e o pé que se encontra levantado significa a libertação dessa mesma ilusão que tem o nome de “maya”.

Abertas as inscrições para o novo curso de leitura da borra de cafe.

Informações:(011)4702 6724

As Salaam Alaikum ( a paz esteja com você)

Mirta Herrera Camerini(Zulma Ayslaam)

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2 comentários em “Mensagem numa borra de café-Shiva: o poder da transformação

  1. JULIETA EMILIA DE BRITO disse:

    gostaria de fazer o curso

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