Mais o menos nos inicios do mês de junho, o Rio Nilo começava a seu regime de cheias.
Isto significava que todo o vale, iria ficar inundado.
Os egipcios festejavam a chegada do Deus Hapy, um ser andrógino, com barriga proeminente e seios caidos, carregando uma ou duas bandejas com flores de lótus: representação do Alto e Baixo Egito para alguns autores, e para outros os dois Nilos: o branco e o azul.
Danças, oferendas, cánticos…. tudo em agradecimento as enchentes.
Ocorre que com esse regime de cheias, o Nilo proporcionava a fertilidade do vale, e isto garantiría depois uma boa colheita.
Hoje em dia, o sistema de irrigação e controle de enchentes, é feito a través da Represa de Assuã, construção muito controvertida que começou em 1899 e finalmente após serios conflictos, foi definitivamente terminada em 1960.
Pensamento:
muitas vezes, cada um de nós, esquece de agradecer todos os dias por cada conquista.
Seja cual for, mas nossa, conseguida.
Seja muito ou seja pouco o que temos, mas também nosso, batalhado, conseguido.
E muitas vezes ( ou a maioria das vezes) em meio dos grandes desafios, surge um ser extranho, forte, corajoso que nos surpreende: nós mesmos e a capacidade maravilhosa que o ser humano tem, que é de asombrarse, até de si mesmo.
Por isso, não esqueçamos de agradecer e temos muito ainda que aprender.
Vale também lembrar que no final de outubro mais o menos quando o Nilo voltava a seu nível normal, a civilização do Antigo Egito, também celebravam os misterios de Osiris, dedicado a restauração da fertilidade.
Até hoje, do Rio Nilo, prosperam os cultivos de papiro, por tanto por miles e miles de anos muitas pessoas rezaram, pediram e agradeceram pelas enchentes, pelas colheitas, pela prosperidade.
Agradecimento, disso a gente nunca deve esquecer!.
Por isso um especial agradecimento a quem me proporcionou o material necessario para a publicação deste artigo: a Sra Alejandra Rajoy, de Buenos Aires-Argentina, estudiosa da Historia do Antigo Egito.